10 setembro 2013

n e o

Foi numa tarde ensolarada que conheci Neomisia.
Talvez na melhor circunstância possível: um tipo de soul train feito com jazz funkeado. Um sucesso de audiência e público.

Desde a primeira menção fiquei curiosa, mas entendi claramente: era Neomisia. E para as surpresas que a vida reserva,  quase minha vizinha de quebrada.

Dizia que seu nome não cabia num punhado de coisas e eu entendo bem como é disso.
Ser Kelen, mesmo numa condição ortograficamente menos complexa também trazia desgaste. Desgaste que saia dos tempos atuais com vídeos de comédia em que só existo na garrafa pet do D olly, e voltava aos de escola. "Por que não 'Kelly' como todo mundo?" eu perguntava com raiva para quem escolheu o nome. "Você não é todo mundo!" era a resposta que ele me dava. Aposto que o pai de Neomisia pensava o mesmo.

Neomisia, parece nome de musa, de deusa, amiga de Dionísio que traz Obá pra vida alheia.
Deve ser por isso que sempre inspira com suas cores e evoca a mim verbos no imperativo: vá, corra, ame...
Deve ser por isso que consegue me arrancar das entranhas gargalhadas, mesmo que por meios digitais.
Foi tal poder que completou um pedaço do vazio de um dia de junho, que me vê cabendo dentro de quem não pertenço...

"Espalhe Neomisia por aí!" conversamos um dia. Me parece extremamente necessário.

Entendo a sede e a inquietação da vida, a agonia de não caber dentro do que nos cabe, a ganância do existir por inteiro.
Não é fácil ser grande, não dá pra chegar sem se derramar,  não dá pra ser pouco dentro do outro.
É difícil,  mas um dia haverá espaço suficiente para pousar de braços abertos.

Continue, espalhe-se.

04 setembro 2013

Saudações. 

Me lembro como ontem desse primeiro "Saudações", sabia?


Não precisa se desculpar, nunca. 

Sei que foi um hábito que você adquiriu por força maior e não vejo a hora em que irá largá-lo.: você nunca precisou disso.

Sei que sempre falei desse entusiasmo, mas acho que tomei parte dele pra mim, sabia? 
De repente tudo o que você projetava  (pensando no singular) não me parece mais absurdo, consigo entender como as coisas podem ser fáceis. 
É incrível como (a falta d)o peso muda a vida da gente.

Vi suas fotos: que beleza! Imagino bem qual tipo de dia você se referiu, é um bom tempo. 

Estive por aí semana passada, com aquele tempo que sempre comento, sabe? 
O calor colorindo as flores dos vestidos? Aquele com um solzão em que os corpos aparecem sempre com um dourado natural. 

Minha passagem foi rápida, também não me recordei dessas poses, talvez porque não as tenha feito. A passagem foi ótima, os contaots também restritos. 

Não havia sonho nem cobrança, talvez por isso esteja aqui com um ar tão leve. 

Fique. 


Não haverá nada que diga alguma coisa sobre isso tudo.

Fique bem, mas fique.

O sabor do café das minhas manhãs adquiriu algumas cores. Não tem como não me lembrar disso de copos coloridos. 

Espero que não esbraveje, mas me mandar a xícara com remetente foi pedir uma resposta. E se não foi essa a intenção, bem, eu te devia uma de qualquer jeito. 
Quanto ao gengibre foi fácil: não o comi, como sempre. Virou um tipo de ritual! 

03 setembro 2013

dos dias

i'm gonna work it out
'cuz time won't work it out for u