Nunca aquela aula sobre signos e suas interpretações dependentes da influência socio(e)cultural em que estamos inseridos, se fez tão clara como agora.
Quando cores, formas, sons, imagens* passam a ter outras significâncias; quando passam de amor a indiferença; de tragédia a graça e assim vai.
Os olhos não vêem mais da mesma forma, os ouvidos não ouvem como antes, o cérebro não processa as mesmas coisas, a boca não diz o que costumava dizer... ou fala coisas que nunca pensei que pudessem ser ditas.
Não vou repetir mais aquela história de eixos e tudo mais, só sei dizer que se a 5 anos atrás eu sonhava quase todos os dias com uma ponte que ligava o meu bairro ao bairro vizinho por (gostar de um menino de lá e) achar "muito longe", hoje, falta pouco para aparecerem máquinas de teletransporte dançando no meu sono...
Esse tipo de "viagem" não muda, nem aquele sorriso, nem o ''coração com barbeiro'' rs
*