26 novembro 2012

Ciclos

Em uma conversa não tão antiga, ouvi "Nossos ciclos de amizade e/ou convivência são renovados em média, de 4 a 6 anos!". Depois disso comecei a notar as divisões e me pareceu bem coerente.
Primeiro foi a infância: aos 12 anos, eu e minha prima/irmã já não éramos mais farinha do mesmo saco.
Depois entre a infância/adolecência conheci pessoas que permaneceram até hoje "Sobreviventes: são esses que você precisa zelar e manter.", mas muitas outras passaram também.
Depois, o curso técnico. Poucos amigos em grande qualidade, permanceram para a minha surpresa.

Neste novembro reparei que mais um ciclo se encerra.
Com o término da faculdade já consigo contar em uma mão os que ficarão para contar histórias junto comigo.
Isso é normal, as pessoas passam. Isso eu aprendi sozinha, observando e convivendo.
As pessoas voltam, isso eu também aprendi sozinha, tendo que aceitá-las (ou não) de volta.
Algumas pessoas somem, para a graça do bom Deus, para facilitar toda a nossa vida.

Refleti sobre isso durante alguns dias por diversos motivos mas hoje, sei que bons amigos ficarão mais distantes, dois dos meus melhores. Pode ser drama, um vai para fora do estado, outro para uma cidade vizinha mas para esta que escreve tudo isso, que gosta de ter perto todos os que ama, sei que não será muito fácil.

Não há infelicidade, ambos darão um grande passo na vida e não consigo ser egoísta a ponto de ficar triste ou coisa assim. Torço para ser efetivada, tirar a CNH para visitá-los sempre que possível.

Aos que permanecem, é possível reparar que algum fato maior terá de intervir: são os "não perecíveis".

É gostoso amar as pessoas e o meu é dividido entre estes. Estejam aqui no bairro, na grande São Paulo ou fora do estado.