31 janeiro 2013

de lado

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21 janeiro 2013

destino

hoje, escrevi pra minha vida o que não consigo ouvir de ninguém.
só o destino pode apagar ou refazer: que assim seja.

16 janeiro 2013

+2

Algumas dezenas de dias se passaram, guardei as imagens na cabeça mas não me lembrava de nenhuma música daquele dia. Sempre tive mais facilidade para guardar rostos.
Indo ou voltando para o trabalho, não me lembro, reencontrei a moça pro aí.

Congelei

Fui atacado por um impulso, acelerei o passo para falar com ela. Como as pessoas se transformam no carnaval: andava pela calçada com uma cara séria, fones de ouvido entregavam que talvez estivesse ouvindo algo agitado: fazia gestos engraçados, um air guitar discreto onde os braços não faziam grandes movimentos. Gastei mas um bocado de tempo observando como andava, o que olhava na rua, o que estava cantando, pensando… 
De tanto pensar recuei "Oi, te vi aquele dia no bloco, quer dizer, na marchinha e você estava linda" nossa, que genial. Pensei em algo mais inteligente para falar e nada. Entrou em um restaurante. Marquei dia e horário e resolvi jogar a sorte no vento.

Mais fácil

Em uma dessas festas em que apenas evito a fadiga de um "Nossa, você nem foi" com minha presença, dancei um pouco, falei um pouco e fui pegar uma bebida. Encostei no balcão e aproveitei o momento em que posso ficar em paz com o meu silêncio.

"Ei, abre aqui par mim?"

Meu Deus, era ela. Indicava um corte pequeno no polegar "Gente, é terrível abrir essa long neck" e falava como se pedisse um favor a um amigo. Abri a cerveja, entreguei e ganhei um "Valeu mesmo" e um sorriso que mais parecia um smile do msn messenger. Fez uma reverência engraçada e saiu. Seria sorte a minha?
Antes de processar esse "reencontro", ela volta e pede novamente o mesmo favor. Acato seu pedido sem segurar o riso. Ela faz o mesmo agradecimento, vai embora, esquece a comanda no balcão, volta, pega a comanda, se despede novamente e vai. Anotei seu nome.

Seria sorte a minha?

Fui ao mesmo lugar mais algumas vezes, passei pelo restaurante, fui trabalhar, voltei, dormi, saí, fui tomar um café e "Olha quem está por aqui!" me achou! 
Agora não havia mais escapatória. Estava encantado desde as serpentinas, não havia mais o que negar. Dessa vez abriu um sorriso largo e perguntou se eu não respondia cumprimentos "Se você trocar mal educado por atrapalhado, mata a charada". 

Conversamos

E decidi que no próximo carnaval, estarei devidamente preparado. 
Chapéu, confetes, samba-enredo e você.