25 fevereiro 2012

7,5 galinhas dangola

- então, vai a noite?
- não sei... eu queria mesmo ver outra coisa!
- do tipo o que?
- do tipo algo que os meus amigos já viram... não quero sair sozinha de novo.

- quando? quanto?
- a tarde! mas não inventa, você tem compromisso. 

- mas só a noite, não consigo ir nos dois?
- olha, acho que até dá, mas vamos fazer assim: depois te aviso.
- já falei, vou contigo.

- ai, depois te aviso se quero mesmo ir, sério.
- vê depois por que?
- porque... enfim, não sei

- poderia ser em outra cidade, indo de bicicleta e pagando com galinha dangola, se você disser "vamae", dou um jeito.





pela redução do nível "meh" - vlw ae!


coração bobo/ pelas ruas que andei - alceu

a.lhei.o


- que pertence a outros
- estranho, estrangeiro, exótico
- distraído, alheado, absorto
- que está deslocado, impróprio 


falling down - muse


19 fevereiro 2012

"Yo entiendo todo, los silencios que gritan"

Não é nem pelo Carnaval e sua (es)Folia, mas faz quanto tempo que eu espero por um samba? Já perdi as contas... 


18 fevereiro 2012

Temperamento Sanguíneo



Eis que então, meu digníssimo pai chega em casa com uma tal lista: "Os quatro temperamentos humanos". Ele e minha mãe já haviam lido. Com a intenção de "arranjar assunto" ele pediu para que, aproveitando o momento em que estávamos reunidos, lêssemos a tal lista e disséssemos em qual temperamento cada um se encaixava.

Daí você se pergunta: "Pra que isso?"
Pois é, mas foi divertido. Engraçado perceber como fazemos de tudo para que o nosso ponto de vista seja compreendido ou coisas do tipo.

"Egocêntrico? Eu? Magina..." dentre outras classificações, foram negadas/admitidas/ discutidas/debochadas na roda.

Temperamento Sanguíneo. Essa foi a minha escolha para a família. Considerando que, meu irmão e minha mãe, deixam um pé no "Colérico".

Pra que falar disso? Esse tipo de coisa nos faz entender como realmente carregamos os genes dos nossos pais. Claro que ao longo da vida, sofremos mutações dadas a partir do resultado desta soma, que quer queira ou não, resulta num terceiro elemento denominado "eu" (ou você rs). As influências externas, o passar do tempo, as cores e tudo mais...

No meio das justificativas, foram necessárias definições de vários termos. Dentre eles, "compreensão". Ao dizer que eu seria, 50% compreensiva, todos negaram. "Quero um exemplo!" meu pai disse.
Ok, não havia nada mais passando pela minha cabeça. Não havia nenhum exemplo e eis que, decidi arriscar. E então:

"Olha, sou macaco véio, você sabe. Aquele dia, você chegou, rondando, mas não quis me falar nada. Falou com a sua mãe, que querendo ou não, sabe falar o que a gente quer ouvir.
Faz piada daqui, de lá, mas no fundo sabe bem porque não discutiu isso comigo ainda. 

Já até sabe o que tenho pra falar, mas prefere que eu não fale.  Minha pergunta é: quer logo a minha opinião para """encerrar""" esse assunto OU quer que eu fique quieto? E você sabe que o meu silêncio - e riu - é complicado..."

1) esse "é complicado dele" teria a mesma entonação de "é zica, malandro"
2) temos disso: quando um não quer ouvir poucas e boas, nem procura o outro.

"Não te criei para que as pessoas tivessem medo de você. Se isso acontece, VOCÊ fez algo errado...









ou então, é difícil de lidar com alguém que tenta, verdadeiramente (essa é uma palavra que ele fala bastante) compreender o que as pessoas tem de mais estranho...












mas ó, quando gostamos mesmo e achamos uma pessoa disposta a caminhar com calma do nosso lado, correr é a última coisa que passa pela cabeça... "


top yourself - raconteurs

12 fevereiro 2012