26 fevereiro 2011

personal

Só duas pessoas conseguem ver realmente as coisas em mim...

Faz um tempo que eu estava segurando a vontade de fazer um 'post pessoal'
Hoje foi um dia estranho e essa vontade foi despertada novamente.
Ontem meu pai me deu um sermão da pedra por brigar com meu irmão (é difícil dizer pra ele que irmãos brigam porque são irmãos, se fossem primos, não brigariam tanto) e também por eu acordar falando umas coisas sem sentido, ter perdido o fretado e tudo mais... já diagnostiquei esse problema, não passa de cansaço e coisas do tipo.
50% dele, me acha louca e 50% acredita no meu diagnóstico ...
Tudo isso pra dizer, que em outro dia emendando algo nesse mesmo assunto da minha "loucura" e a preocupação dele, ele disse
- Sabe filha, eu te amo.

(já reclamaram que não falo muito da minha mãe. é que minha mãe, é mais objetiva, manda uns sms "oi prin, te amo, não some no fds porque eu tô com saudade" umas coisas assim, do nada... meu pai que é cheio de história, retomando)

Estávamos esperando o fretado, eu olhei pra ele e antes de dizer o clichê "eu também" perguntei
- Sabe pai, tá tudo bem?
Ele riu... pegou na minha mão e disse
- Eu estou... e você também

Só duas pessoas conseguem ver as coisas com facilidade, a outra que havia desaparecido, volta e não perde esse "dom"... volta e diz a mesma coisa.

Não aguentei, dei um sorriso.
Com ele, nem sempre discursos ou muitas palavras são necessárias.
Ele beijou a minha mão
-Deus te abencoe filha.


Eu também pai, eu também
Amém.

mulher sem razão - ney

10 fevereiro 2011

Descalçando

Toda vez que ia comprar algo com seu pai, era a mesma situação:

- Escolha logo qual tênis você quer, rapazinho.

Sempre gostou de admirar vitrines pois inconscientemente era o meio em que poderia ter tudo o que quisesse.
Alimentando-se deste sonho, sempre escolhia o que era mais cômodo na compra, pois, todas as suas outras vontades haviam sido supridas com os quinze minutos anteriores de imaginação.
Mas, desta vez, foi diferente. Desta vez sabia que teria que se satisfazer com a escolha feita, com a realidade. Escolher um par de tênis, nunca foi tão difícil.

Pensou que poderia ficar com o primeiro: tão confortável e suas cores traziam uma segurança em todo o caminhado. Mas e aquele segundo ali? Era macio, tinha uma graça diferente mas sua forma, chegava a ser meio engraçada. O terceiro, tinha tudo a ver com ele: mas este argumento não parecia de todo convincente comparado aos anteriores.

-Vamos filho, não tenho o dia inteiro.

Ficou ali, parado por um tempo...
Se viu novamente caindo nos pensamentos de como seria o dia-a-dia caso comprasse cada um deles. Queria poder escolher um e depois com o tempo, saber que este possuia também o que os outros ofereciam de bom.
A escolha seria precisa, aquela compra não era um puro capricho: andar descalço já havia judiado de seus pés.
Sabia que não era uma escolha qualquer, desta vez estaria fora de tudo...

fora dos sonhos...

- Pai! Me leva daqui? Quero voltar outro dia.


the words that maketh murder - pj harvey

30 janeiro 2011

to a friend

(...)

well, today is grey skies
tomorrow is tears
u'll have to wait till yesterday is here
if u want to go
where the rainbows end
u'll have-to-say-goodbye

(...)



e estamos ae!

28 janeiro 2011

whatever

Alguma reflexão sobre possíveis reações?
Possíveis... óbvias... esperadas ou surpreendentes... tanto faz
Há algum tempo atrás, eu saberia exatamente se sim ou se não
Mas agora, são 'achismos'

A diferença é que não integro mais tudo isso
Surpresa é coisa rara
Agora, eu não preciso cuidar mais de nada, nem ninguém
E ninguém precisa me aguardar, por nada e tudo mais

Agora eu só quero saber se eu achei finalmente um bem...
E digo que é bem possível!




13 janeiro 2011

adjetivo - 7 letras - temporário

efêmera

vou ficar mais um pouquinho
para ver se acontece alguma coisa nessa tarde de domingo
congele o tempo pr'eu ficar devagarinho
com as coisas que eu gosto e que eu sei que são efêmeras
e que passam perecíveis
e acabam, se despedem, mas eu nunca me esqueço...

vou ficar mais um pouquinho
para ver se eu aprendo alguma coisa nessa parte do caminho
martela o tempo pr'eu ficar mais pianinho
com as coisas que eu gosto e que nunca são efêmeras
e que estão despetaladas, acabadas
sempre pedem um tipo de r e c o m e ç o

vou ficar mais um pouquinho...

efêmera - tulipa ruiz

18 dezembro 2010

lies

can I believe?
when I dont trust
all ur theories turn to dust...
city of delusion - muse

17 dezembro 2010

29 outubro 2010

Dancers

Faz tempo que não atualizo o blog...
Hoje quando cheguei do trampo e fui tomar banho, comecei a pensar tanta coisa que resolvi postar aqui. Pretendo dar uma organizada, apagar os posts, começar de novo porque esse é meu terceiro blog se não me engano e toda vez que eu cansava, fechava e fazia outro.
Não farei isso desta vez.


Venho tomando uns tapas na cara, o melhor semestre da faculadde chegando ao fim com um Interdisciplinar de deixar qualquer um doido, decidir por livre e espontânea pressão sair do estágio e tudo mais que a novela manda.

Já decidi que quando acabar tudo isso darei um tempo pra mim, de verdade... uns dias.
Nada grave, nada fora de controle, só uns dias pra ficar quietinha.
A mostra acaba dia 04, vários filmes que eu quero ver e provavelmente não verei (tenho aula sábado, projeto pra finalizar até domingo só...), fora os filmes do cinema, fora os livros não acadêmicos, fora alguns shows por aqui, fora querer viajar com a minha família, fora querer viajar sozinha, fora ver várias expos que abriram/fecharam/passaram, fora tudo isso, fora de mim, fora de controle...

Hoje, fiquei com vontade de sair pra algum lugar, comer algo que eu goste, tomar uma tequila e dançar. Basicamente idealizando aquele rolê que nunca dava certo, que não dava pra fazer, que eu não tinha t
empo, que você não tinha como...
Sabe quando você sai pra esses clubes rockers no sábado, lotaaaaaaados e toca um som, que você só fecha os olhos e foda-se se tá todo mundo apertado, se esbarrando, a música grita pra você e...