Dançaria? Beberia demais? Sairia com o cabelo desarrumado? Não sabia, simplesmente foi.
Sabia que, ao chegar no seu destino, lembraria de novo e de novo e de novo... Tomou providências: por mais que estivesse com fome, pulou a coxinha daquele bar que sempre iam. Comeria depois e em outro lugar.
Ao chegar, notou que inconscientemente procurava pessoas que se quer sabiam da existência daquele evento. Achou engraçado até, encontrou os seus amigos e subiu.
No começo, a conversa entre as pessoas ali reunidas, demorou um pouco para fluir. Mas não se preocupou pois sabe que seu único dom extremamente desenvolvido, é a fala. Em alguns minutos, tudo entrou nos eixos.
Observou as pessoas, bêbadas, espontâneas, felizes, exageradas, tristes, reclusas... Reservou uma parte de seu tempo ali, só para observar estes contrastes, até que uma conversa se iniciou.
Deixou-se levar por tudo que foi dito, riu, contou anedotas, e começou a reparar no orador. No mesmo momento em que prestava atenção no que era dito, atestou que realmente não liga certos esteriótipos. Achou isso bom.
O momento mais "intelectual" da conversa surgiu quando ele perguntou sobre o que seria seu TCC, e relatou como poderia ajuda-la: jornalista.
Não havia interesse naquela conversa. Acompanhavam um ao outro e faziam daquele momento, algo agradável.
Houve uma hora em que uma bomba explodiu com o início de uma música. Explodiu apenas na cabeça dela. Ele continuava falando mas ela só ouvia aquele zunido.
Ele movia os lábios, mas o som de sua voz era inaudível. Ela ria, concordava com a cabeça e durante aqueles pares de minutos, lembrou-se de quando ouviu aquela música em outra companhia, que sequer deve fazer esta mesma relação. Pensou por um segundo que deveria ter feito mais e quando estava quase pedindo licença para o orador, só para reorganizar as ideias e quebrar o acordo que fez consigo mesma antes de sair de casa, a música acabou.
Ela voltou para o assunto.
A falta não passou, mas ficou tudo bem.







